Análise ao tráfego revela impacto do Festival Eurovisão da Canção na mobilidade

Final do Festival levou mais 5.039 veículos por hora ao Parque das Nações, entre as 20h00 e as 24h00

 

Lisboa, 16 de maio de 2018 – No Festival Eurovisão da Canção houve música, dança, animação e houve sobretudo muita gente, de dentro e fora, entusiastas e fãs que não quiseram perder o evento, realizado pela primeira vez no nosso país. Um espetáculo que, para além da projeção e visibilidade mediática, criou uma nova centralidade na cidade. Motivos suficientes para levarem a PSE – Produtos e Serviços de Estatística a tentar responder a uma questão: qual o impacto deste espetáculo na mobilidade na zona do Parque das Nações?

Na semana que antecedeu o Festival, o Parque das Nações teve um tráfego médio diário de cerca de 150 mil veículos. E não, isso não mudou. O que foi diferente, olhando para toda a semana do Festival, foi a distribuição de tráfego ao longo do dia. E se, entre as 9h00 e as 14h00, o tráfego médio diário não variou face à semana anterior, já entre as 14h00 e as 20h00, a altura tipicamente de maior tráfego no Parque das Nações, acabou por diminuir, em média, 21%. Foi pela noite dentro que se deu o esperado aumento: entre as 20h00 e as 24h00, subiu em média, por dia, 55% face à semana anterior.

No entanto, para perceber os impactos efetivos, é preciso salientar que este aumento médio se ficou a dever apenas aos dias em que houve transmissão ao vivo, três no total. De facto, foi nas datas das semifinais e da final que o Festival teve impacto na mobilidade no Parque das Nações. No horário das 20h00 às 24h00, o tráfego automóvel aumentou 106% no dia da 1ª Semifinal (mais 5.619 veículos por hora), 80% no dia da 2ª Semifinal (mais 5.356 veículos por hora) e 85% no dia da Grande Final (mais 5.039 veículos por hora, ou mais 20.155 veículos neste período horário).

Em média, os espetáculos ao vivo tiveram como reflexo um aumento do tráfego em cerca de 90% no Parque das Nações, quase o dobro da semana anterior. E foi na semifinal de quinta-feira, dia 10, que se deu o maior fluxo de tráfego, tendo sido registados 48.263 veículos no período das 20h00 às 24h00 (mais 21.400 que na semana anterior em igual horário).

A análise da PSE não se fica por aqui. A empresa quis perceber também qual o impacto nos acessos ao Parque das Nações. E verificou que, no período das 20h00 às 24h00 e nos dias com os espetáculos ao vivo, também se sentiram impactos relevantes. De facto, nos acessos a Norte, houve aumentos de tráfego na Via do Oriente (mais 111%) e no IC2 (mais 102%); nos acessos Centrais, na Avenida da Boa Esperança, Moscavide (110%), na Av. de Berlim (66%) e Av de Pádua (120%) e nos acessos a Sul, na Rotunda da Expo 98 (160%).

Como vias estruturantes, há ainda a sublinhar que os troços da Avenida Infante D. Henrique (98%), da Av. Marechal Gomes da Costa (170%) e da Ponte Vasco da Gama (63%), que se encontram na freguesia do Parque das Nações, sentiram igualmente um aumento de tráfego automóvel neste período. Já dentro do coração do Parque das Nações, também as duas principais vias, a Av. D. João II (75%) e a Alameda dos Oceanos (95%) tiveram um aumento significativo.

 

Mais tráfego, mesma fluidez

Apesar de tudo isto, pode concluir-se que a organização foi eficaz. Uma vez que o Parque das Nações tem maior procura de tráfego durante o dia do que no período dos espetáculos ao vivo, mesmo com o aumento de procura durante o Festival este período ficou aquém do tráfego máximo do Parque das Nações noutras horas do dia. O que significa que o aumento de tráfego nos espetáculos ao vivo não se refletiu de forma significativa na fluidez do trânsito.

Comparando com igual período da semana anterior, durante os três espetáculos ao vivo:

-        o tempo médio de deslocação aumentou 13% no Parque das Nações;

-        a velocidade média diminuiu 5% (para 34 Km/h);

-        a Avenida D. João II foi a via que viu os tempos de deslocação aumentarem mais (dos 7 minutos que demorariam na semana anterior, os automobilistas tiveram de gastar mais 1 minuto para percorrer toda a avenida nos dias dos espetáculos ao vivo).

Por isso, perante o aumento de procura nos dias dos espetáculos ao vivo no Festival da Canção, o impacto reduzido na fluidez do trânsito mostra, também aqui o sucesso da organização.

 

A PSE – Produtos e Serviços de Estatística, é uma empresa portuguesa que se dedica há quase 25 anos à área analítica e big data em várias áreas de negócio. É especialista na realização de projetos em que a análise de dados acrescenta valor ao negócio em qualquer dos processos organizacionais como, por exemplo, marketing, vendas, gestão de clientes, deteção de fraude, avaliação do risco, otimização de compras e otimização de recursos. Tem uma oferta específica para a área da mobilidade e do digital pela inclusão na sua oferta dados sobre tráfego automóvel e sobre comportamentos na utilização das redes sociais.