Obras na A1 entre Sacavém e Alverca

A manutenção das estradas é fundamental para a segurança dos utentes.
Nos sublanços Sacavém-Alverca e Alverca-Vila Franca de Xira da A1, a Brisa iniciou obras de requalificação do separador central no dia 28 de Maio de 2018. Tratam-se de obras que visam melhorar as condições de circulação na Autoestrada do Norte e que têm um investimento de cerca de 800 mil euros segundo a concessionária.

Esta intervenção implica o corte da faixa esquerda de rodagem em alguns troços e será realizada em laboração contínua para minimizar o impacto no tráfego e aumentar a segurança rodoviária, como pode ser confirmado pelo comunicado da Brisa de 23 de Maio. Sendo um “mal” necessário e nunca sendo consensual a altura ideal para a realização destas intervenções, que impacto tiveram até ao momento estas obras num dos principais eixos viários de entrada e saída da cidade de Lisboa a norte?

Através dos dados de tráfego automóvel TomTom fomos analisar este impacto.

O impacto das obras na A1

Que a A1 é um dos principais eixos de entrada e saída da cidade de Lisboa não é novidade. Só durante o mês de Maio de 2018 o Tráfego Médio Diário (TMD) estimado no sublanço Sacavém-Alverca foi de cerca de 49.823 veículos em cada sentido, o que constitui uma média 2.076 veículos por hora em cada sentido.

Como as obras tiveram início a 28 de Maio, fomos comparar os meses de Maio e Junho de 2018 e o respetivo impacto na circulação e na experiência dos automobilistas. Se no total das diferentes horas do dia não se verificaram diferenças significativas (porque há diferentes fluxos de tráfego nas diferentes horas do dia), foi no período das 18:00 às 20:00 que se fizeram sentir os maiores impactos – Efetivamente, neste período de duas horas, a procura de tráfego na A1 praticamente duplica para cerca de 3.927 veículos por hora em cada sentido no mês de Junho.

O primeiro impacto que as obras tiveram foi a diminuição de tráfego.

Se em termos de procura global diária a procura de tráfego diminuiu cerca de 4% face a Maio, no período das 18:00 às 20:00 as obras desviaram os automobilistas tendo sido verificada uma diminuição de 13% do tráfego. Neste horário, para fazer o percurso integral de Sacavém a Alverca (cerca de 14 km), o tempo de deslocação aumentou em média 22% face a Maio (mais 2 minutos face aos cerca de 9 minutos de Maio) e a velocidade média de circulação diminuiu 18% (para 74.7 km/hora face aos 91 km/h de Maio). Não são estes tempos integrais que poderão ter criado a sensação de demora nos automobilistas.

Nesta primeira fase, as obras centraram-se na zona entre Santa Iria de Azóia e Alverca. Foi exatamente no segmento de 3 km, que antecedeu o local desta primeira fase de obras, que se identificaram diferenças estatisticamente significativas.

Se os automobilistas conseguiam percorrer este troço em Maio a uma velocidade média de 97.7 Km/h no período das 18:00 às 20:00, em Junho a velocidade média teve uma diminuição de 43% para 55.7 Km/h. Esta diminuição de velocidade fez o tempo de deslocação aumentar 75% para percorrer estes 3 km. Se em média os automobilistas demoravam cerca de 1’46’’ a percorrê-lo, em média o tempo de deslocação para este mesmo segmento neste período horário das 18 às 20 passou a ser de 3´08’’. A noção que temos de tempo é relativa – 3 minutos na autoestrada são diferentes de 3 minutos dentro da cidade. Numa via com as caraterísticas da A1 foram estes cerca de 3km, onde em média por dia o tempo de deslocação aumentou cerca de 75% e a velocidade quase se reduziu a metade, que pode ter criado uma sensação de maior impaciência aos automobilistas.

Naturalmente que estes impactos foram diferentes nas diferentes semanas, nos diferentes dias da semana e nas diferentes horas e minutos do dia. Gostaria de saber mais? Contacte-nos.

Fonte: TomTom Global Content B.V., dados de tráfego automóvel sublanço Sacavém-Alverca, Maio e Junho de 2018.