A alteração de padrões de mobilidade

Se por um lado a escolha da localização pode constituir uma vantagem competitiva, também é verdade que a decisão de localização de alguns negócios tem o poder de criar novas centralidades e alterar comportamentos da população. É assim com a localização de novos hospitais ou unidades de saúde, polos industriais, centros comerciais, etc.

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Qual é o melhor dia para viajar – 31 de Julho ou 1 de Agosto?

O mês de Agosto sempre foi por excelência um mês de férias. Com o início das férias, qual o melhor dia para viajar? 31 de Julho ou 1 de Agosto?

Para perceber o comportamento nestes dias, fomos analisar 3 das principais saídas e entradas em Lisboa nestes dias: a A1, a Ponte Vasco da Gama e a Ponte 25 de Abril.

O fim das férias!

Analisando em primeiro lugar as entradas em Lisboa, das 3 vias, a principal via de entradas e saídas de Lisboa é a Ponte 25 de Abril. Nesta via entraram e saíram mais de 80 mil veículos em cada um dos dias. Foi esta a via que verificou maior diferença de entradas em Lisboa no dia 31 face a 1 de Agosto. No caso, no dia 31 de Julho entraram em Lisboa pela 25 de Abril mais 3.158 veículos do que no dia 1 de Agosto (mais 4%). Nas restantes vias não se verificaram diferenças significativas nas entradas em Lisboa nestes dois dias.

O início das férias!

Mas Agosto é muito mais um mês de início de férias do que de fim de férias! Nesse sentido, esperar-se-á um maior volume de saídas do que entradas em Lisboa!

No caso das saídas de Lisboa, na 25 de Abril não se verificaram diferenças entre o dia 31 e o dia 1 de Agosto de 2018. Se no dia 31 de Julho saíram cerca de 81.737 veículos, no dia 1 de Agosto saíram 81.447. Uma diferença negligenciável. De idêntica forma, as diferenças de saídas de Lisboa pela A1 também foram modestas: no dia 1 de Agosto saíram mais 1.447 (mais 3%) do que no dia 31 de Julho.A grande diferença comportamental nestes dois dias verificou-se na Vasco da Gama! No dia 1 de Agosto saíram de Lisboa mais 9.500 veículos (mais 20%) do que no dia 31 Julho! Se compararmos as saídas de Lisboa no dia 1 de Agosto face a um dia normal (face à média diária anual), é também nesta ponte que vemos a maior diferença – na Vasco da Gama no dia 1 de Agosto as saídas são quase o dobro de um dia normal (mais 94%), na 25 de Abril mais 43%, e na A1 mais 36%.

Claramente, Agosto continua a ser um mês de férias, e os destinos a Sul continuam a marcar a preferência dos Lisboetas. Ainda assim, para quem começa as férias a 1 de Agosto, qual é o melhor dia para viajar? O 31 de Julho…

Fonte: TomTom Global Content B.V., dados de tráfego automóvel A1, Ponte 25 de Abril, Ponte Vasco da Gama, 31 de Julho e 1 de Agosto de 2018.

Obras na 2ª Circular em Lisboa

A 2ª Circular é um dos principais eixos viários de Lisboa No dia 10 de Julho de 2018 iniciaram-se obras na rede de abastecimento de águas que segundo a EPAL poderiam provocar “fortes condicionamentos no trânsito na 2ª circular entre a Escola Alemã e a Estrada da Luz”.

Para percebermos o impacto desta intervenção, fomos analisar o tráfego da segunda circular nos dias de Junho e Julho de 2018.

O tráfego médio diário não variou significativamente olhando para toda a extensão da 2ª Circular. Se em Junho foram observados cerca de 107.320 veículos, em Julho foram observados 106.453. A circulação não variou significativamente olhando para este eixo viário na sua totalidade. Nem em termos de velocidade média, nem em termos de deslocação.

Efectivamente, e tal como previsto inicialmente pela EPAL, o principal impacto verificado em Julho foi no sentido Aeroporto-Pina Manique, e no segmento entre o Campo Grande e a saída para o Eixo Norte-Sul. Neste caso, as obras tiveram três impactos significativos: a diminuição de tráfego médio diário (menos 23% de veículos em Julho neste segmento); a redução da velocidade média em 54% (de 55.3 km/h em Junho para 25.4 km/h em Julho); e um aumento de mais do dobro do tempo para percorrer este segmento (mais 118% de tempo).

Se é verdade que sendo um segmento de cerca de 2 km de extensão o impacto no tempo são alguns minutos, por outro lado é importante referir que a velocidade média é diária, isto é, a média para diferentes horas do dia. Existem obviamente horas de maior impacto no tráfego automóvel. Gostaria de saber mais? Contacte-nos.

Fonte: TomTom Global Content B.V., dados de tráfego automóvel sublanço 2ª circular, Junho e Julho de 2018.

Obras na A1 entre Sacavém e Alverca

A manutenção das estradas é fundamental para a segurança dos utentes.
Nos sublanços Sacavém-Alverca e Alverca-Vila Franca de Xira da A1, a Brisa iniciou obras de requalificação do separador central no dia 28 de Maio de 2018. Tratam-se de obras que visam melhorar as condições de circulação na Autoestrada do Norte e que têm um investimento de cerca de 800 mil euros segundo a concessionária.

Esta intervenção implica o corte da faixa esquerda de rodagem em alguns troços e será realizada em laboração contínua para minimizar o impacto no tráfego e aumentar a segurança rodoviária, como pode ser confirmado pelo comunicado da Brisa de 23 de Maio. Sendo um “mal” necessário e nunca sendo consensual a altura ideal para a realização destas intervenções, que impacto tiveram até ao momento estas obras num dos principais eixos viários de entrada e saída da cidade de Lisboa a norte?

Através dos dados de tráfego automóvel TomTom fomos analisar este impacto.

O impacto das obras na A1

Que a A1 é um dos principais eixos de entrada e saída da cidade de Lisboa não é novidade. Só durante o mês de Maio de 2018 o Tráfego Médio Diário (TMD) estimado no sublanço Sacavém-Alverca foi de cerca de 49.823 veículos em cada sentido, o que constitui uma média 2.076 veículos por hora em cada sentido.

Como as obras tiveram início a 28 de Maio, fomos comparar os meses de Maio e Junho de 2018 e o respetivo impacto na circulação e na experiência dos automobilistas. Se no total das diferentes horas do dia não se verificaram diferenças significativas (porque há diferentes fluxos de tráfego nas diferentes horas do dia), foi no período das 18:00 às 20:00 que se fizeram sentir os maiores impactos – Efetivamente, neste período de duas horas, a procura de tráfego na A1 praticamente duplica para cerca de 3.927 veículos por hora em cada sentido no mês de Junho.

O primeiro impacto que as obras tiveram foi a diminuição de tráfego.

Se em termos de procura global diária a procura de tráfego diminuiu cerca de 4% face a Maio, no período das 18:00 às 20:00 as obras desviaram os automobilistas tendo sido verificada uma diminuição de 13% do tráfego. Neste horário, para fazer o percurso integral de Sacavém a Alverca (cerca de 14 km), o tempo de deslocação aumentou em média 22% face a Maio (mais 2 minutos face aos cerca de 9 minutos de Maio) e a velocidade média de circulação diminuiu 18% (para 74.7 km/hora face aos 91 km/h de Maio). Não são estes tempos integrais que poderão ter criado a sensação de demora nos automobilistas.

Nesta primeira fase, as obras centraram-se na zona entre Santa Iria de Azóia e Alverca. Foi exatamente no segmento de 3 km, que antecedeu o local desta primeira fase de obras, que se identificaram diferenças estatisticamente significativas.

Se os automobilistas conseguiam percorrer este troço em Maio a uma velocidade média de 97.7 Km/h no período das 18:00 às 20:00, em Junho a velocidade média teve uma diminuição de 43% para 55.7 Km/h. Esta diminuição de velocidade fez o tempo de deslocação aumentar 75% para percorrer estes 3 km. Se em média os automobilistas demoravam cerca de 1’46’’ a percorrê-lo, em média o tempo de deslocação para este mesmo segmento neste período horário das 18 às 20 passou a ser de 3´08’’. A noção que temos de tempo é relativa – 3 minutos na autoestrada são diferentes de 3 minutos dentro da cidade. Numa via com as caraterísticas da A1 foram estes cerca de 3km, onde em média por dia o tempo de deslocação aumentou cerca de 75% e a velocidade quase se reduziu a metade, que pode ter criado uma sensação de maior impaciência aos automobilistas.

Naturalmente que estes impactos foram diferentes nas diferentes semanas, nos diferentes dias da semana e nas diferentes horas e minutos do dia. Gostaria de saber mais? Contacte-nos.

Fonte: TomTom Global Content B.V., dados de tráfego automóvel sublanço Sacavém-Alverca, Maio e Junho de 2018.

Retrato Digital das PME Portuguesas 2018

O mundo online tornou-se cada vez maior e esta expansão veio permitir a chegada de uma revolução na comunicação. Será que as PME portuguesas estão ‘on’?

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